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Pessoas usando o aplicativos em smartphones

O Google lançou uma versão em português de seu manual The Mobile Playbook – Um Guia Para Executivos Ocupados Vencerem No Mercado Mobile. No documento, a empresa traz uma série de dicas sobre como é possível começar e aperfeiçoar os negócios com o desenvolvimento de apps para aparelhos como smartphones e tablets.
 
O manual é gratuito e reúne cinco perguntas cruciais que todos os executivos devem responder antes de colocarem em prática o desenvolvimento de apps. Todos os passos são explicados de forma didática, com informações objetivas e cases de empresas que estão tendo sucesso com seus aplicativos.
 
O primeiro passo para uma estratégia bem sucedida, explica o manual, é compreender o que é de fato importante para a experiência de consumidores no momento em que acessam a internet através de um smartphone. Para ilustrar essa dica, é citado como exemplo de case o app iba, da Editora Abril. O serviço é uma banca eletrônica que organiza as edições de todas as revistas do grupo, e-books e títulos de diferentes editoras e jornais.
 
Depois de compreender quem é o seu usuário, o próximo passo sugerido é que o executivo comece a usar aplicativos diferentes. O manual lembra ainda que existem três pontos essenciais que devem ser levados em conta na estratégia móvel da empresa.
 
O primeiro: bons aplicativos oferecem entretenimento, utilidade ou ambos. Em segundo, devem ser desenvolvidas versões para os principais sistemas operacionais. Por fim, é preciso promover o uso deste aplicativo.
 
Para o Google, dois exemplos de empresas que conseguiram unir os três pontos de maneira correta são a Petrobrás, com seu app sobre o campeonato brasileiro de futebol, e o site de compras coletivas Peixe Urbano, que funciona em mais de cem cidades do país.

Por Exame.com

Publicado em 08/10/12

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Justiça condena facebook a indenizar moradora do DF por não retirar perfil falso da rede social (Foto: Reprodução) 

Em um caso inédito no Distrito Federal, o Tribunal de Justiça condenou o Facebook a indenizar em R$ 3 mil uma servidora pública moradora do Gama. Nadya Pereira Justino ganhou a causa depois de tentar, em vão, retirar do ar um perfil falso em seu nome na rede social. Não cabe mais recurso.

Procurado pelo portal G1, o Facebook informou que "não comenta casos específicos".

A página falsa continha fotos e informações da servidora, que afirma nunca ter utilizado nenhuma rede social. Ela entrou com a ação em 2011, depois de solicitar pelo próprio Facebook a exclusão das informações. A página ficou no ar por cerca de três meses.

“Amigos me diziam que eu estava diferente no 'Face', sem eu nunca ter acessado a rede. Falavam que não adicionava as pessoas, vinculavam meu nome com coisas que não tinha a ver comigo, até que uma prima minha me mandou cópia das páginas e eu decidi tomar providências. Denunciei o perfil mas o Facebook não excluiu a página. Fiz tudo o que me pediram, enviei cópia de identidade e CPF, mas eles só retiraram do ar depois que entrei com a ação. Estou no meu direito e vou correr atrás até o fim”, disse.

Segundo o advogado de Nadya, Cleto Portela, houve falha da rede social por não oferecer a segurança necessária e não atender as solicitações para cancelamento do perfil falso. “Foi um ato ilícito civil. Pedimos indenização por danos morais, por violação do direito de personalidade.”
Ele diz que a determinação da Justiça pode ser importante para que as pessoas busquem seus direitos. “A divulgação dessa decisão deve fazer as pessoas terem mais consciência de seus direitos e pode contribuir para uma prestação de serviços mais eficiente

Por G1.com
Publicado em 25/09/12

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/09/justica-condena-facebook-indenizar-vitima-de-perfil-falso-no-df.html 

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App de mapas da Apple no iPhone 4S


A Apple liberou, nesta quarta-feira, o iOS 6, nova versão do seu sistema operacional móvel, para instalação em modelos recentes do iPhone, do iPad e do iPodtouch. Quem fez a atualização deve ter notado que o ícone do YouTube sumiu da tela inicial. Além disso, tocando em Mapas, surge o novo aplicativo da Apple, com mapas licenciados da TomTom e de outras empresas, em lugar do anterior, que usava os mapas do Google.

Muita gente não gostou da troca do app de Mapas, principalmente porque o novo não fornece informações sobre transporte público. Há até um ícone com essa opção mas, quando se toca nele, o Mapas mostra uma lista de aplicativos disponíveis na App Store que oferecem esse tipo de informação. Outra reclamação é que muitos nomes de lugares estão incorretos.

A favor do novo aplicativo, vale dizer que ele mostra as instruções de caminho de forma mais clara que o antigo. Elas aparecem na tela em desenhos que imitam placas de trânsito. Mas os brasileiros não têm instruções por voz, necessárias para quem dirige sozinho. Quem quiser ter esse recurso no iPhone pode comprar o app TomTomBrasil. Seu preço, 40 dólares, é alto para os padrões da App Store. Mas é muito menos do que custa um GPS avulso. Além disso, é possível ter de volta tanto o Google Maps como o YouTube. Vejamos como.

Google Maps

O Google não disse se vai lançar ou não um app do Maps nativo para o iPhone. Enquanto isso não acontece, a solução é instalar o aplicativo da web. No browser Safari do iPhone, navegue até o endereço maps.google.com.br. Toque no botão que mostra um retângulo com uma setinha para a direita e escolha a opção “Adicionar à Tela de Início” (a própria página do Google mostra uma mensagem sugerindo isso). Um ícone para acesso ao Google Maps será acrescentado à tela inicial. Naturalmente, o app da Apple vai continuar lá, de modo que as duas opções ficarão disponíveis.

YouTube

O Google liberou, na semana passada, seu próprio aplicativo do YouTube para o iOS. O app gratuito mostra anúncios antes dos vídeos, como já acontece com o YouTube no PC. Em compensação, dá acesso a um acervo maior de vídeos, incluindo muitos do site VEVO. Clipes musicais das principais gravadoras são oferecidos oficialmente nele.

O usuário também ganha um menu para acesso rápido aos canais que assinou. E o  sistema de busca inclui o recurso de autocompletar, inexistente no antigo aplicativo da Apple. O novo app ainda traz funções para compartilhar vídeos via Google+, Facebook, Twitter, e-mail e SMS. Mas ainda há trabalho a fazer: embora funcione no iPad, o app não está otimizado para uso no tablet da Apple.

Por Exame.com

Publicado em 20/09/12

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LinkedIn 

A decisão do Twitter de encerrar as relações com o LinkedIn ajudou a maior rede social do mundo a ficar ainda maior. A partir de 29 de junho, quando a rede de microblogs parou de sincronizar updates com o site de negócios, o tráfego do LinkedIn para o Facebook cresceu 1000% em apenas um mês.

"O aumento ocorreu porque, sem o Twitter, há significativamente menos volume de conteúdo na newsfeed do LinkedIn e, portanto, menos concorrência por cliques e atenção", explicou ao Mashable Brendan Irvine-Broque, diretor da PageLever's, ferramenta de análise para páginas do Facebook que notou a oscilação.

Um gráfico divulgado pela empresa comprova a relação, já que o crescimento vertiginoso do Facebook junto ao LinkedIn ocorreu imediatamente após a saída do Twitter da jogada.

Reprodução 

Por Olhar Digital
Publicado em 20/09/12

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Google

O Google deverá se tornar o maior lucrador com anúncios em displays neste ano nos Estados Unidos, tomando o primeiro lugar do Facebook e consolidando sua presença dominante na propaganda online.

A influência crescente do Google em anúncios em displays --as janelas com imagens e vídeos encontrados em sites-- vem na esteira do crescimento da publicidade em vídeo na sua subsidiária YouTube, assim como a publicidade móvel por meio do AdMob, uma empresa adquirida pela Google em 2009.

Este ano, o Google vai obter 15,4 por cento das verbas de publicidade em displays, ou 2,31 bilhões de dólares, em comparação com 14,4 por cento do Facebook, ou 2,16 bilhões de dólares, de acordo com projeções da eMarketer, uma empresa de pesquisa de publicidade digital.

Mas o levantamento assinala que os editores têm sido afetados pela demanda mais fraca do que a esperada em publicidade este ano, já que as grandes marcas estão segurando custos nas campanhas digitais

Por Exame.com

Publicado em 20/09/12

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O Google revelou nesta semana duas informações estratégicas para sua rede social, o Google+. 

A primeira é que o site alcançou a marca de 400 milhões de usuários. A segunda é a compra da Nik Software, empresa especializada em imagens. As duas informações sugerem que o Google+ se fortalece para trilhar um caminho inevitável: a batalha com seu maior rival, o Facebook.

O alcance da marca de 400 milhões de usuários foi celebrado por Vic Gundotra, vice-presidente de engenharia da empresa e responsável pelo produto. “Faz apenas um ano que abrimos o serviço para a inscrição pública. Não poderíamos imaginar que tanta gente iria se inscrever nesses 12 meses”, declarou Gundotra. De fato, é um feito quando, se compara o resultado com o de outros atores do segmento.

Para chegar aos mesmos 400 milhões, por exemplo, o Facebook demorou seis anos; o Twitter, cinco. As estatísticas, contudo, suscitam observações. A rede de Mark Zuckerberg demorou a atingir a marca por duas razões: a antiga estratégia do site ao restringir seu ambiente digital a estudantes universitários e a popularidade relativamente pequena de que gozavam as redes sociais à época.

Ao revelar a compra da Nik Software – detentora do Snapseed, maior rival do Instagram – o Google agrega a seu negócio um elemento que é visto como o futuro dos negócios digitais: um mundo móvel recheado de imagens,movimento encabeçado pelo Facebook. Em maio, a maior rede social do planeta gastou 1 bilhão de dólares para adquirir o Instagram, serviço de personalização de imagens que, recentemente, alcançou a marca de 100 milhões de usuários.

Em resumo, o Google, que nasceu na rede como sinônimo de pesquisas digitais, reitera o esforço para impor novos rumos ao negócio. E já sabe que valorizar o compartilhamento de imagens, atividade favorita de nove em cada dez usuários de plataformas sociais, contribui para a evolução.

Por Veja.com

Publicado em 19/09/12

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Afirmar que os “memes” estão cada vez mais populares na internet soa redundante, afinal, é justamente uma das suas definições. Os “memes” são mensagens que se propagam rapidamente na internet, ganham versões e podem ter o seu significado alterado conforme a situação. E, claro, geralmente se trata de uma mensagem divertida.

Um “meme” pode se originar a partir de uma foto, citação, bordão, caricatura ou qualquer outro tipo de ilustração engraçada que se popularize rapidamente na internet, mesmo que a intenção original não tenha sido essa.

E, claro, muita gente quer criar a sua própria versão para compartilhar com os amigos. Por isso, nesta coluna irei apresentar serviços gratuitos e aplicativos que geram “memes” no formato de imagem para serem postadas em sites, blogs e redes sociais.

Aplicativos:
“Keep Calm and Carry On”, em tradução livre, significa “Tenha calma e siga em frente”. A sua origem é muito anterior à existência da internet. Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo do Reino Unido criou um cartaz motivacional para o caso de a Grã-Bretanha ser invadida pelos alemães. Ele tinha como propósito levantar a moral em caso de um ataque.

Inspirado no histórico cartaz, é possível encontrar variações muito divertidas para serem usadas como “meme”. Usuários do Android podem encontrar o aplicativo para personalizar o seu próprio “cartaz”. Também está disponível para iOS uma aplicativo semelhante. No programa, é possível alterar o ícone, a cor de fundo e o texto do seu interior. Além de permitir que seja salvo, também é possível compartilhar nas principais redes sociais.

Serviços:
Para gerar “memes” também é possível contar com diversos sites, entre eles o Meme Generator. Por meio do site, é possível selecionar os principais temas, inclusive com o eterno “trapalhão” Mussum.  Para criar o “meme”, basta selecionar o template, adicionar o texto, salvar ou compartilhar no Facebook e Twitter.

Outros serviços gratuitos para a geração de “memes”:
– Quickmeme
– Troll Me
– Meme Center

Por G1.com
Publicado em 18/09/12

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Por vezes empresas esquecem os princípios básicos da mídia social, entre os quais está a transparência e a participação. E, não raro, optam pelo caminho mais fácil quando se trata de obter comentários positivos para a sua marca e manipulam as interações no Facebook, Twitter, etc. Pagar por eles.

Mas as pessoas começaram a perceber isto e os analistas a monitorar esta tendência preocupante. De acordo com a Gartner, entre 10% a 15% dos comentários nos media sociais em 2014 serão falsos, o que provocará que pelo menos duas empresas da Fortune 500 enfrentem julgamentos milionários por este tipo de engano aos consumidores.

“Agora que mais de metade das pessoas com Internet está presente nas redes sociais, as empresas querem ter grandes bases de fãs, gerar mais acessos aos seus vídeos e obter avaliações mais positivas do que os seus rivais”, diz Jenny Sussin, analista sénior da Gartner. “Muitos comerciantes têm recorrido a pagar por opiniões positivas em dinheiro, cupões e promoções especiais, na esperança de aumentarem as vendas e fidelizar os clientes”.

No entanto, estas práticas são penalizados pelo direito internacional, especificamente nos EUA. Em 2009, a FTC (Câmara de Comércio dos EUA) determinou que o pagamento de opiniões positivas, sem revelar que tinha havido uma compensação monetária, era publicidade enganosa e podia ser processada como tal.

Media social: mercado em expansão
A mesma consultora realizou um estudo sobre o peso que tem atualmente o mercado de mídia social e prevê um volume de negócios de mais de 18.251 milhões de dólares para 2012, 43,1% mais do que no ano passado.

A publicidade é, e continuará sendo o maior contribuinte para a receita total das mídias sociais. Assim, o Gartner prevê um investimento total de 9.481 milhões de dólares em 2012. Enquanto isso, as vendas de jogos sociais mais do que duplicou entre 2010 e 2011, esperando atingir os 6.680 milhões de dólares este ano, enquanto a receita das assinaturas deve chegar aos 299 milhões de dólares este ano.

Por CIO Notícias

Publicado em 18/09/2012

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Quando jogava tênis com os amigos em Belo Horizonte, Hugo Barra nem sonhava em chefiar um dos maiores softwares do mundo - usado por mais de 300 milhões de pessoas todos os dias. Paulo da Silva sempre adorou música. Mas não sabia que iria montar uma jukebox virtual com 15 milhões de MP3. 

Alex Kipman gostava de ir às praias de Natal, tanto que usou esse nome para batizar um gadget - mas não sabia que ele viria a transformar completamente a interação entre as pessoas e as máquinas. 

E, quando Mike Krieger saiu de São Paulo para ir estudar nos EUA, nem passava pela sua cabeça que, com apenas 26 anos, venderia um aplicativo por US$ 1 bilhão. Hugo é gerente mundial do Android, o sistema operacional do Google para celular. 

Paulo é o funcionário número um do Grooveshark, que está entre os maiores sites de música da internet. Mike é o criador do Instagram, um dos aplicativos mais baixados do mundo. E todos eles são brasileiros.

O Brasil está na linha de frente dos projetos tecnológicos mais quentes do momento. E, sim, isso tem a ver com o nosso jeitinho - no bom sentido. "Nós não somos sistemáticos, obedientes e cooperativos como os japoneses. Tampouco temos o voluntarismo, a liderança e o preparo científico dos americanos. Mas a criatividade e a capacidade de improviso típicas do brasileiro explicam sua ascensão no mundo da tecnologia", diz Milton Campanário, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP. É graças a esse estilo, mais grandes doses de esforço e sorte, que os brasileiros estão conquistando o Vale do Silício.

Filho de um executivo que rodava o mundo a negócios, Mike Krieger e sua família saíram de São Paulo para morar em Portugal quando ele tinha apenas 4 anos. Nessa época, ganhou seu primeiro computador. Depois de morar em cidades como Miami e Buenos Aires, voltou ao Brasil aos 15 anos. Não ficou muito. Aos 18 anos, ele foi para a Universidade Stanford, nos EUA, uma das melhores do mundo. Mike foi estudar Symbolic Systems (Sistemas Simbólicos), uma disciplina cabeçuda que mistura matérias como programação, design e filosofia. Mas, no terceiro ano do curso, conheceu um americano chamado Kevin Systrom e juntos eles tiveram a ideia de criar algo bem despretensioso: um aplicativo que deixava as fotos com cara de filme fotográfico antigo. Nascia o Instagram, que já no primeiro dia teve 20 mil downloads. O aplicativo foi ganhando popularidade até que, em abril deste ano, acabou comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão. Mesmo com US$ 100 milhões a mais na conta - é o valor que Mike vai embolsar -, ele diz que seus hábitos não mudaram e continua indo de bicicleta para o trabalho (a sede da empresa, com apenas 13 funcionários, fica em São Francisco). "Estou realizando meu sonho: criar uma empresa que tenha um grande impacto", conta. Mike vem uma vez por ano ao Brasil e diz ter vontade de colaborar com o desenvolvimento do país. "Eu continuo superinteressado no futuro das empresas de tecnologia no Brasil."

DE MINAS PARA O ANDROID

O mineiro Hugo Barra, 35 anos, estudou em um colégio pacato de Belo Horizonte, ao lado de um zoológico. Foi cursar engenharia elétrica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Até que um dia, durante uma partida de tênis, um amigo comentou com ele sobre o Massachusetts Institute of Technology (MIT), universidade que está entre os maiores centros tecnológicos do mundo. Hugo ficou encantado e começou a estudar para tentar entrar no MIT - o que conseguiu um ano depois. Cursou ciências da computação, foi trabalhar no laboratório de inteligência artificial do MIT e montou uma empresa de softwares de reconhecimento de voz. Chamou a atenção do Google, que em 2008 o contratou para trabalhar no Android (em substituição, aliás, a outro brasileiro: Mario Queiroz, que estava indo dirigir o projeto Google TV).

Hugo começou adaptando os serviços do Google, como busca e Gmail, para os celulares. Foi subindo na hierarquia da empresa até se tornar gerente mundial do Android. "Nós queremos ter certeza de que o sistema operacional é o melhor e mais rico possível", diz. Em suas horas de folga, Hugo gosta de jogar squash e dançar salsa.

O curitibano Alex Kipman também tem um lado musical: gosta de tocar piano para arejar as ideias. Mas foi o silêncio do campo que o inspirou. Nas semanas de 2007 em que se hospedou na chácara da tia, no Paraná, ele se sentiu muito feliz. Imerso no clima do campo, começou a refletir sobre como a tecnologia às vezes escraviza as pessoas, com botões, telas e comandos aos quais os humanos têm de se adaptar - e não o contrário. Fez algumas anotações em um caderninho preto, que sempre levava consigo. Delas surgiu o chamado Projeto Natal, mais tarde rebatizado de Kinect. É o aparelho da Microsoft que permite controlar games com os movimentos do corpo, e já vendeu 18 milhões de unidades. Foi o começo de uma nova era para o mundo digital. "Um mundo onde a tecnologia entende você para que você não tenha de entendê-la", declarou ao New York Times.

Alex entrou em contato com a tecnologia aos 5 anos, por meio dos jogos do Atari 2600 - presente do pai diplomata e embaixador do Brasil no Haiti. Por causa da profissão paterna, Kipman morou também em Brasília, Roma e Miami. Por volta dos 10 anos, começou a aprender computação. Mais tarde, foi fazer faculdade de engenharia de software no Rochester Institute of Technology, em Nova York. Aos 19 anos, montou uma empresa de tecnologia, que não deu certo. Foi trabalhar para a Nasa, escrevendo soft-wares para supertelescópios. Acostumou-se a dormir pouco, às vezes 3 horas por noite.

A entrada na Microsoft foi inesperada. Kipman recebeu um telefonema da empresa - um contato surgido "do nada", como ele mesmo diz. Ele usava softwares de código aberto e não era fã da Microsoft. Mas, ao chegar lá, foi recebido por ninguém menos do que Bill Gates. Alex disse que ficou "embasbacado". E aceitou a oferta de emprego. Trabalhou em produtos como o Windows Vista até que um dia, de férias, teve a ideia do Kinect. Hoje, é "diretor de incubação" da Microsoft, responsável por novas tecnologias. E, para economizar tempo, só lê e-mails uma vez por semana. Mesmo quem trabalha com tecnologia precisa de um tempo desconectado.

Paulo da Silva se sentia assim quando ganhou o primeiro computador, na infância. "Eu não o entendia muito bem", diz. Mas seu interesse foi aumentando. Aos 12 anos, Paulo entrou num curso de programação de software e começou a desenvolver programas para empresas de amigos e parentes. O pai dele recebeu um convite de trabalho e se mudou para os EUA, levando a família. Em 2006, Paulo foi estudar engenharia da computação na Universidade da Flórida. "Meu sonho era criar uma empresa de desenvolvimento de software", comenta. Nada disso. Paulo ficou sabendo que um site desconhecido, o Grooveshark, estava procurando seu primeiro funcionário. Ele é uma jukebox virtual, ou seja, um site em que você pode entrar e ouvir qualquer música na hora sem precisar baixá-la para o seu computador. Hoje, o site tem um acervo com 15 milhões de músicas e mais de 30 milhões de usuários.

Mas em 2006 não era assim. Quando Paulo chegou à sede da empresa, encontrou os três fundadores de bermuda e chinelo. Se é que dava para chamar aquilo de sede: uma sala onde não havia nem mesas e os computadores ficavam em cima de caixas de papelão. Mesmo assim, Paulo quis o emprego - e foi contratado. Hoje é engenheiro sênior do site. Ele mora em Gainesville, Flórida, cidadezinha de 124 mil habitantes, onde fica a sede do Grooveshark. E quer ajudar outras pessoas - brasileiras inclusive - a chegar lá. "Meu sonho é mudar a educação na área de ciências da computação. As faculdades aqui são caras e não ensinam tudo o que você deve saber para conseguir um emprego." Inteligência, estudo, trabalho. E um pouco de gingado.

Alex Kipman
Inventor do Kinect - Nascido em Curitiba, PR, 33 anos
Durante as férias na chácara da tia, teve uma grande ideia.

Paulo da Silva
Eng. sênior no Grooveshark - Nascido em São Paulo, SP - 24 anos
A empresa nem mesas tinha. Mas ele topou traba-lhar lá: e se deu bem.

Hugo Barra
Gerente mundial do Android - Nascido em Belo Horizonte, MG - 35 anos
Cismou de estu-dar nos EUA. Até chamar a aten-ção do Google.

Mike Krieger
Criador do Instagram - Nascido em Araxá, MG - 26 anos
Apostou em uma ideia despreten-siosa - que hoje vale US$ 1 bilhão.


Para saber mais

What Makes Silicon Valley Tick?
Tapan Munroe, Nova Vista Publishing, 2009.

Por Super Interessante
Publicado em 15/06/2012

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Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

Last.fm avisa sobre vazamento de senhas. (Foto: Reprodução)

Três sites populares confirmaram que os “hashes” das senhas de alguns usuários foram publicados na web e houve muita confusão – desde as dicas sugeridas, as atitudes que deveriam ser tomadas, ou o significado desses vazamentos. Pelo menos oito milhões de “hashes” caíram na web, 6,5 milhões deles da rede social profissional LinkedIn. O que, afinal, aconteceu?

Um hacker publicou uma coleção de oito milhões de senhas em um fórum russo. Inicialmente, a informação era de que 6,5 milhões dessas senhas pertenciam a usuários do LinkedIn (uma rede profissional que tem 160 milhões de usuários), e as demais a um site de relacionamentos. O nome do site de relacionamentos foi revelado mais tarde: eHarmony.

Por último, o site Lastm.fm, que serve como uma rede social em que fãs de música podem registrar as músicas que ouvem, publicou um alerta informando que ele, também, estava investigando um vazamento de senhas. Ainda não se sabe quantas senhas vazaram, como vazaram ou há alguma relação com os outros dois ataques. Por cautela, o Last.fm recomendou que todos os usuários trocassem suas senhas.

A recomendação do Last.fm é válida: se você for usuário de um desses sites, troque a senha mesmo se você não receber nenhum comunicado dos sites. Nem perca tempo consultando sites que prometem dizer se sua senha foi comprometida – o motivo é que agora não é possível saber se os hackers tinham apenas as senhas publicadas ou muitas outras. O melhor, nesse caso, é não arriscar. Troque também as senhas de todos os serviços em que você utilizou a mesma senha (o que, por certo, deveria ser “nenhum”).

Outra questão importante é que as “senhas” que caíram na web – pelo menos do LinkedIn e do eHarmony – não são as senhas em si, e sim hashes.

Hashes de senha
A informação que ninguém pode roubar de você é aquela que você não tem. Como, então, permitir que um site consiga autenticar um internauta – com um usuário e senha – sem que seja necessário armazenar a senha em um banco de dados?

Essa é uma das várias funções de um “hash”. Um hash é uma função que cria umarepresentação de um conteúdo qualquer, desde uma letra a um arquivo ou um disco rígido inteiro. Por exemplo, “a” (sem aspas) na função de hash SHA-1 é representado pelo seguinte código:

86f7e437faa5a7fce15d1ddcb9eaeaea377667b8

Já “ab”, é representado pelo seguinte:

da23614e02469a0d7c7bd1bdab5c9c474b1904dc

Perceba que os dois códigos não são nada parecidos e que o segundo, apesar de ser uma representação de uma sequência mais longa (‘ab’ em vez de somente ‘a’) tem exatamente o mesmo tamanho do primeiro.

Uma função de hash retorna sempre sequências com o mesmo tamanho. Isso se deve ao fato de que o hash não tem dentro de si aquele conteúdo que ele representa. Você poderia aplicar o hash em um documento de mil páginas ou mesmo um filme de duas horas – ele teria os mesmos 40 letras e números. Já que o número de hashes é finito, isso significa que dois valores vão, eventualmente, ter um hash igual. Esses valores diferentes representados pelo mesmo hash são “conflitos” e uma boa função de hash é aquela cujos conflitos não podem ser calculados intencionalmente.

O hash é, portanto, uma função de via única. Apenas é possível calcular a representação de algo se você já conhece a informação. A partir do hash, não é possível fazer o caminho oposto e descobrir o valor original. Quando você digita sua senha em um site, ele calcula o hash da senha que você digitou e compara com o hash armazenado. Se for igual, o login será autorizado.

É por esse motivo que muitos sites não podem informar qual a sua senha anterior e exigem o cadastramento de uma nova senha em casos de esquecimento. O site realmente não tem a senha armazenada.

Como o que caiu na web foram hashes das senhas do LinkedIn e do eHarmony, e não as senhas em si, isso aumenta a possibilidade que essa informação foi obtida de algum banco de dados ligado a esses sites. Normalmente, quando as senhas são obtidas por outros meios – sites clonados, por exemplo – o hacker já tem acesso diretamente à senha, e não apenas ao hash.

Como ‘quebrar’ um hash e o uso do ‘salt’
Não há meio de “deshashear” um hash. O hash, como foi dito, é de via única. Para “quebrá-lo”, hackers precisam calcular todos os hashes possíveis, combinação por combinação. Ele calcula o hash do “a”, do “aa”, do “aaa” até, por exemplo, “aaaaaaa”, e depois começa em “b”, “ba”, baa”… e assim por diante.

Como muitas senhas têm 10 caracteres ou menos, o hacker não precisa calcular nenhuma sequência com, por exemplo, mais de 50 caracteres e pode se limitar às combinações de até 12 caracteres. Tendo esses hashes e o valor associado, ele poderá comparar com a lista roubada e, assim, ele saberá um dos valores que aquele hash representa. Como os hashes podem ter conflitos, há uma pequena chance de que o valor ao qual o hacker chegou não seja sua senha, mas, para fins de acesso ao serviço, servirá como tal, porque tem a mesma representação.

Existem listas com vários hashes já calculados para determinadas funções de hash. Essas listas são chamadas de “Rainbow Tables” e aceleram muito o trabalho do hacker, já que ele não precisa calcular tudo novamente.

Para inutilizar uma “rainbow table”, um site pode acrescentar o que se chama de “salt” na função de hash. O salt é um código aleatório “hasheado” junto com a senha e faz com que os hashes gerados pela função sejam diferentes. Com isso, os valores calculados previamente não servirão e o hacker terá de calcular tudo novamente para cada senha, além de ter de conhecer o “salt” usado (o que, se ele obteve o banco de dados, saberá). Mas, mesmo que ele saiba, o trabalho de cálculo ainda terá de ser refeito – um processo que pode levar muito tempo.

Os hashes do LinkedIn não tinham salt. Após o vazamento, isso mudou.

Lições aprendidas
Considerando os episódios que aconteceram e a divulgação do hash, vale citar algumas questão importantes para a proteção de dados na web:

  • É preciso usar senhas diferentes para cada serviço. Um vazamento de senhas em um serviço pode obrigar a troca em muitos outros lugares.
  • Se você tiver senhas demais, será preciso anotar para não se esquecer de nenhuma. O LinkedIn recomendou que senhas “jamais devem ser anotadas”. A coluna entende que essa sugestão não é boa. O ideal é anotar para conseguir usar uma variedade de senhas e senhas fortes, com vários caracteres. Quem depender da memória provavelmente acaba reutilizando senhas ou usando senhas curtas – duas práticas inseguras. Apenas jamais anote as senhas em locais públicos. Mantenha seus lembretes, digitais ou físicos, bem guardados. As recomendações de senha do Google – referenciadas pelo Last.fm – dizem exatamente isso sobre os lembretes de senha.
  • Usar senhas boas faz diferença. No caso de hackers obterem hashes, senhas de 15 ou mais caracteres darão muito mais trabalho para serem quebradas. Além disso, muitas pessoas usavam senhas fraquíssimas, inclusive “www.linkedin.com” ou “link3din”.
  • Donos de site ganharam mais um lembrete sobre a importância de usar hashes e o salt.
Por G1.com
Publicado em 11/06/2012
Comentários (48) | Trackbacks (0) | Permalink

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