
O Google lançou uma versão em português de seu manual The Mobile Playbook – Um Guia Para Executivos Ocupados Vencerem No Mercado Mobile. No documento, a empresa traz uma série de dicas sobre como é possível começar e aperfeiçoar os negócios com o desenvolvimento de apps para aparelhos como smartphones e tablets.
O manual é gratuito e reúne cinco perguntas cruciais que todos os executivos devem responder antes de colocarem em prática o desenvolvimento de apps. Todos os passos são explicados de forma didática, com informações objetivas e cases de empresas que estão tendo sucesso com seus aplicativos.
O primeiro passo para uma estratégia bem sucedida, explica o manual, é compreender o que é de fato importante para a experiência de consumidores no momento em que acessam a internet através de um smartphone. Para ilustrar essa dica, é citado como exemplo de case o app iba, da Editora Abril. O serviço é uma banca eletrônica que organiza as edições de todas as revistas do grupo, e-books e títulos de diferentes editoras e jornais.
Depois de compreender quem é o seu usuário, o próximo passo sugerido é que o executivo comece a usar aplicativos diferentes. O manual lembra ainda que existem três pontos essenciais que devem ser levados em conta na estratégia móvel da empresa.
O primeiro: bons aplicativos oferecem entretenimento, utilidade ou ambos. Em segundo, devem ser desenvolvidas versões para os principais sistemas operacionais. Por fim, é preciso promover o uso deste aplicativo.
Para o Google, dois exemplos de empresas que conseguiram unir os três pontos de maneira correta são a Petrobrás, com seu app sobre o campeonato brasileiro de futebol, e o site de compras coletivas Peixe Urbano, que funciona em mais de cem cidades do país.
Por Exame.com
Publicado em 08/10/12

A Apple liberou, nesta quarta-feira, o iOS 6, nova versão do seu sistema operacional móvel, para instalação em modelos recentes do iPhone, do iPad e do iPodtouch. Quem fez a atualização deve ter notado que o ícone do YouTube sumiu da tela inicial. Além disso, tocando em Mapas, surge o novo aplicativo da Apple, com mapas licenciados da TomTom e de outras empresas, em lugar do anterior, que usava os mapas do Google.
Muita gente não gostou da troca do app de Mapas, principalmente porque o novo não fornece informações sobre transporte público. Há até um ícone com essa opção mas, quando se toca nele, o Mapas mostra uma lista de aplicativos disponíveis na App Store que oferecem esse tipo de informação. Outra reclamação é que muitos nomes de lugares estão incorretos.
A favor do novo aplicativo, vale dizer que ele mostra as instruções de caminho de forma mais clara que o antigo. Elas aparecem na tela em desenhos que imitam placas de trânsito. Mas os brasileiros não têm instruções por voz, necessárias para quem dirige sozinho. Quem quiser ter esse recurso no iPhone pode comprar o app TomTomBrasil. Seu preço, 40 dólares, é alto para os padrões da App Store. Mas é muito menos do que custa um GPS avulso. Além disso, é possível ter de volta tanto o Google Maps como o YouTube. Vejamos como.
Google Maps
O Google não disse se vai lançar ou não um app do Maps nativo para o iPhone. Enquanto isso não acontece, a solução é instalar o aplicativo da web. No browser Safari do iPhone, navegue até o endereço maps.google.com.br. Toque no botão que mostra um retângulo com uma setinha para a direita e escolha a opção “Adicionar à Tela de Início” (a própria página do Google mostra uma mensagem sugerindo isso). Um ícone para acesso ao Google Maps será acrescentado à tela inicial. Naturalmente, o app da Apple vai continuar lá, de modo que as duas opções ficarão disponíveis.
YouTube
O Google liberou, na semana passada, seu próprio aplicativo do YouTube para o iOS. O app gratuito mostra anúncios antes dos vídeos, como já acontece com o YouTube no PC. Em compensação, dá acesso a um acervo maior de vídeos, incluindo muitos do site VEVO. Clipes musicais das principais gravadoras são oferecidos oficialmente nele.
O usuário também ganha um menu para acesso rápido aos canais que assinou. E o sistema de busca inclui o recurso de autocompletar, inexistente no antigo aplicativo da Apple. O novo app ainda traz funções para compartilhar vídeos via Google+, Facebook, Twitter, e-mail e SMS. Mas ainda há trabalho a fazer: embora funcione no iPad, o app não está otimizado para uso no tablet da Apple.
Por Exame.com
Publicado em 20/09/12

O Google deverá se tornar o maior lucrador com anúncios em displays neste ano nos Estados Unidos, tomando o primeiro lugar do Facebook e consolidando sua presença dominante na propaganda online.
Este ano, o Google vai obter 15,4 por cento das verbas de publicidade em displays, ou 2,31 bilhões de dólares, em comparação com 14,4 por cento do Facebook, ou 2,16 bilhões de dólares, de acordo com projeções da eMarketer, uma empresa de pesquisa de publicidade digital.
Mas o levantamento assinala que os editores têm sido afetados pela demanda mais fraca do que a esperada em publicidade este ano, já que as grandes marcas estão segurando custos nas campanhas digitais
Por Exame.com
Publicado em 20/09/12

O Google revelou nesta semana duas informações estratégicas para sua rede social, o Google+.
A primeira é que o site alcançou a marca de 400 milhões de usuários. A segunda é a compra da Nik Software, empresa especializada em imagens. As duas informações sugerem que o Google+ se fortalece para trilhar um caminho inevitável: a batalha com seu maior rival, o Facebook.
O alcance da marca de 400 milhões de usuários foi celebrado por Vic Gundotra, vice-presidente de engenharia da empresa e responsável pelo produto. “Faz apenas um ano que abrimos o serviço para a inscrição pública. Não poderíamos imaginar que tanta gente iria se inscrever nesses 12 meses”, declarou Gundotra. De fato, é um feito quando, se compara o resultado com o de outros atores do segmento.
Para chegar aos mesmos 400 milhões, por exemplo, o Facebook demorou seis anos; o Twitter, cinco. As estatísticas, contudo, suscitam observações. A rede de Mark Zuckerberg demorou a atingir a marca por duas razões: a antiga estratégia do site ao restringir seu ambiente digital a estudantes universitários e a popularidade relativamente pequena de que gozavam as redes sociais à época.
Ao revelar a compra da Nik Software – detentora do Snapseed, maior rival do Instagram – o Google agrega a seu negócio um elemento que é visto como o futuro dos negócios digitais: um mundo móvel recheado de imagens,movimento encabeçado pelo Facebook. Em maio, a maior rede social do planeta gastou 1 bilhão de dólares para adquirir o Instagram, serviço de personalização de imagens que, recentemente, alcançou a marca de 100 milhões de usuários.
Em resumo, o Google, que nasceu na rede como sinônimo de pesquisas digitais, reitera o esforço para impor novos rumos ao negócio. E já sabe que valorizar o compartilhamento de imagens, atividade favorita de nove em cada dez usuários de plataformas sociais, contribui para a evolução.
Por Veja.com
Publicado em 19/09/12
Afirmar que os “memes” estão cada vez mais populares na internet soa redundante, afinal, é justamente uma das suas definições. Os “memes” são mensagens que se propagam rapidamente na internet, ganham versões e podem ter o seu significado alterado conforme a situação. E, claro, geralmente se trata de uma mensagem divertida.
Um “meme” pode se originar a partir de uma foto, citação, bordão, caricatura ou qualquer outro tipo de ilustração engraçada que se popularize rapidamente na internet, mesmo que a intenção original não tenha sido essa.
E, claro, muita gente quer criar a sua própria versão para compartilhar com os amigos. Por isso, nesta coluna irei apresentar serviços gratuitos e aplicativos que geram “memes” no formato de imagem para serem postadas em sites, blogs e redes sociais.
Aplicativos:
“Keep Calm and Carry On”, em tradução livre, significa “Tenha calma e siga em frente”. A sua origem é muito anterior à existência da internet. Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo do Reino Unido criou um cartaz motivacional para o caso de a Grã-Bretanha ser invadida pelos alemães. Ele tinha como propósito levantar a moral em caso de um ataque.
Inspirado no histórico cartaz, é possível encontrar variações muito divertidas para serem usadas como “meme”. Usuários do Android podem encontrar o aplicativo para personalizar o seu próprio “cartaz”. Também está disponível para iOS uma aplicativo semelhante. No programa, é possível alterar o ícone, a cor de fundo e o texto do seu interior. Além de permitir que seja salvo, também é possível compartilhar nas principais redes sociais.
Serviços:
Para gerar “memes” também é possível contar com diversos sites, entre eles o Meme Generator. Por meio do site, é possível selecionar os principais temas, inclusive com o eterno “trapalhão” Mussum. Para criar o “meme”, basta selecionar o template, adicionar o texto, salvar ou compartilhar no Facebook e Twitter.
Outros serviços gratuitos para a geração de “memes”:
– Quickmeme
– Troll Me
– Meme Center
Por G1.com
Publicado em 18/09/12
Por vezes empresas esquecem os princípios básicos da mídia social, entre os quais está a transparência e a participação. E, não raro, optam pelo caminho mais fácil quando se trata de obter comentários positivos para a sua marca e manipulam as interações no Facebook, Twitter, etc. Pagar por eles.
Mas as pessoas começaram a perceber isto e os analistas a monitorar esta tendência preocupante. De acordo com a Gartner, entre 10% a 15% dos comentários nos media sociais em 2014 serão falsos, o que provocará que pelo menos duas empresas da Fortune 500 enfrentem julgamentos milionários por este tipo de engano aos consumidores.
“Agora que mais de metade das pessoas com Internet está presente nas redes sociais, as empresas querem ter grandes bases de fãs, gerar mais acessos aos seus vídeos e obter avaliações mais positivas do que os seus rivais”, diz Jenny Sussin, analista sénior da Gartner. “Muitos comerciantes têm recorrido a pagar por opiniões positivas em dinheiro, cupões e promoções especiais, na esperança de aumentarem as vendas e fidelizar os clientes”.
No entanto, estas práticas são penalizados pelo direito internacional, especificamente nos EUA. Em 2009, a FTC (Câmara de Comércio dos EUA) determinou que o pagamento de opiniões positivas, sem revelar que tinha havido uma compensação monetária, era publicidade enganosa e podia ser processada como tal.
Media social: mercado em expansão
A mesma consultora realizou um estudo sobre o peso que tem atualmente o mercado de mídia social e prevê um volume de negócios de mais de 18.251 milhões de dólares para 2012, 43,1% mais do que no ano passado.
A publicidade é, e continuará sendo o maior contribuinte para a receita total das mídias sociais. Assim, o Gartner prevê um investimento total de 9.481 milhões de dólares em 2012. Enquanto isso, as vendas de jogos sociais mais do que duplicou entre 2010 e 2011, esperando atingir os 6.680 milhões de dólares este ano, enquanto a receita das assinaturas deve chegar aos 299 milhões de dólares este ano.
Por CIO Notícias
Publicado em 18/09/2012
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

Três sites populares confirmaram que os “hashes” das senhas de alguns usuários foram publicados na web e houve muita confusão – desde as dicas sugeridas, as atitudes que deveriam ser tomadas, ou o significado desses vazamentos. Pelo menos oito milhões de “hashes” caíram na web, 6,5 milhões deles da rede social profissional LinkedIn. O que, afinal, aconteceu?
Um hacker publicou uma coleção de oito milhões de senhas em um fórum russo. Inicialmente, a informação era de que 6,5 milhões dessas senhas pertenciam a usuários do LinkedIn (uma rede profissional que tem 160 milhões de usuários), e as demais a um site de relacionamentos. O nome do site de relacionamentos foi revelado mais tarde: eHarmony.
Por último, o site Lastm.fm, que serve como uma rede social em que fãs de música podem registrar as músicas que ouvem, publicou um alerta informando que ele, também, estava investigando um vazamento de senhas. Ainda não se sabe quantas senhas vazaram, como vazaram ou há alguma relação com os outros dois ataques. Por cautela, o Last.fm recomendou que todos os usuários trocassem suas senhas.
A recomendação do Last.fm é válida: se você for usuário de um desses sites, troque a senha mesmo se você não receber nenhum comunicado dos sites. Nem perca tempo consultando sites que prometem dizer se sua senha foi comprometida – o motivo é que agora não é possível saber se os hackers tinham apenas as senhas publicadas ou muitas outras. O melhor, nesse caso, é não arriscar. Troque também as senhas de todos os serviços em que você utilizou a mesma senha (o que, por certo, deveria ser “nenhum”).
Outra questão importante é que as “senhas” que caíram na web – pelo menos do LinkedIn e do eHarmony – não são as senhas em si, e sim hashes.
Hashes de senha
A informação que ninguém pode roubar de você é aquela que você não tem. Como, então, permitir que um site consiga autenticar um internauta – com um usuário e senha – sem que seja necessário armazenar a senha em um banco de dados?
Essa é uma das várias funções de um “hash”. Um hash é uma função que cria umarepresentação de um conteúdo qualquer, desde uma letra a um arquivo ou um disco rígido inteiro. Por exemplo, “a” (sem aspas) na função de hash SHA-1 é representado pelo seguinte código:
86f7e437faa5a7fce15d1ddcb9eaeaea377667b8
Já “ab”, é representado pelo seguinte:
da23614e02469a0d7c7bd1bdab5c9c474b1904dc
Perceba que os dois códigos não são nada parecidos e que o segundo, apesar de ser uma representação de uma sequência mais longa (‘ab’ em vez de somente ‘a’) tem exatamente o mesmo tamanho do primeiro.
Uma função de hash retorna sempre sequências com o mesmo tamanho. Isso se deve ao fato de que o hash não tem dentro de si aquele conteúdo que ele representa. Você poderia aplicar o hash em um documento de mil páginas ou mesmo um filme de duas horas – ele teria os mesmos 40 letras e números. Já que o número de hashes é finito, isso significa que dois valores vão, eventualmente, ter um hash igual. Esses valores diferentes representados pelo mesmo hash são “conflitos” e uma boa função de hash é aquela cujos conflitos não podem ser calculados intencionalmente.
O hash é, portanto, uma função de via única. Apenas é possível calcular a representação de algo se você já conhece a informação. A partir do hash, não é possível fazer o caminho oposto e descobrir o valor original. Quando você digita sua senha em um site, ele calcula o hash da senha que você digitou e compara com o hash armazenado. Se for igual, o login será autorizado.
É por esse motivo que muitos sites não podem informar qual a sua senha anterior e exigem o cadastramento de uma nova senha em casos de esquecimento. O site realmente não tem a senha armazenada.
Como o que caiu na web foram hashes das senhas do LinkedIn e do eHarmony, e não as senhas em si, isso aumenta a possibilidade que essa informação foi obtida de algum banco de dados ligado a esses sites. Normalmente, quando as senhas são obtidas por outros meios – sites clonados, por exemplo – o hacker já tem acesso diretamente à senha, e não apenas ao hash.
Como ‘quebrar’ um hash e o uso do ‘salt’
Não há meio de “deshashear” um hash. O hash, como foi dito, é de via única. Para “quebrá-lo”, hackers precisam calcular todos os hashes possíveis, combinação por combinação. Ele calcula o hash do “a”, do “aa”, do “aaa” até, por exemplo, “aaaaaaa”, e depois começa em “b”, “ba”, baa”… e assim por diante.
Como muitas senhas têm 10 caracteres ou menos, o hacker não precisa calcular nenhuma sequência com, por exemplo, mais de 50 caracteres e pode se limitar às combinações de até 12 caracteres. Tendo esses hashes e o valor associado, ele poderá comparar com a lista roubada e, assim, ele saberá um dos valores que aquele hash representa. Como os hashes podem ter conflitos, há uma pequena chance de que o valor ao qual o hacker chegou não seja sua senha, mas, para fins de acesso ao serviço, servirá como tal, porque tem a mesma representação.
Existem listas com vários hashes já calculados para determinadas funções de hash. Essas listas são chamadas de “Rainbow Tables” e aceleram muito o trabalho do hacker, já que ele não precisa calcular tudo novamente.
Para inutilizar uma “rainbow table”, um site pode acrescentar o que se chama de “salt” na função de hash. O salt é um código aleatório “hasheado” junto com a senha e faz com que os hashes gerados pela função sejam diferentes. Com isso, os valores calculados previamente não servirão e o hacker terá de calcular tudo novamente para cada senha, além de ter de conhecer o “salt” usado (o que, se ele obteve o banco de dados, saberá). Mas, mesmo que ele saiba, o trabalho de cálculo ainda terá de ser refeito – um processo que pode levar muito tempo.
Os hashes do LinkedIn não tinham salt. Após o vazamento, isso mudou.
Lições aprendidas
Considerando os episódios que aconteceram e a divulgação do hash, vale citar algumas questão importantes para a proteção de dados na web: