A presença de links maliciosos – que levam os usuários de internet a sites falsos ou infectados – nas redes sociais desbancou a proliferação de tais links em páginas da web dedicadas à pornografia. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela empresa de segurança da informação Kaspersky Lab.
A maior parte dos links gerados por cibercriminosos (31%) foi encontrada em sites de entretenimento, como o YouTube. Em segundo lugar, vieram as ferramentas de busca, como o Google, com 22% dos links maliciosos. As redes sociais estão em terceiro lugar, com 21%, seguidas das páginas com conteúdo pornográfico – que sempre foram usadas como iscas –, com 14% dos links.
A equipe de analistas da Kaspersky descobriu que a maior parte dos links maliciosos em redes sociais está no Facebook e em seu clone russo, o VKontakte. Os sites de conteúdo adulto estão perdendo popularidade entre os crackers. Quanto mais um serviço é usado, mais os cibercriminosos tentam tirar vantagem dele para enganar usuários.
Quer saber quantas mensagens você enviou e recebeu no Gmail, quantas buscas fez no Google e quantas horas passou com o browser aberto? Uma nova opção no gerenciamento de contas do Google permite obter um relatório detalhado sobre as atividades do usuário.
Para ver o relatório, é preciso ativá-lo na página de configuração de contas do Google. O sistema, então, registra as atividades e emite um boletim mensal. Um e-mail opcional avisa quando uma nova edição fica disponível. Para que isso funcione, é preciso que o usuário tenha feito login no Google com seu nome e sua senha. O acesso ao relatório é protegido por essa mesma senha.
Por enquanto, o boletim inclui buscas, e-mail e check-ins feitos por meio do Google Latitude. Além dos números, há informações sobre como cada item variou. É possível descobrir, por exemplo, que o volume de mensagens recebidas no Gmail cresceu 10% em relação ao mês anterior. Por enquanto, não há dados sobre serviços como Picasa, YouTube ou Google Plus.
Andreas Tuerk, gerente de produto do Google, diz, no blog da empresa, que o plano é ir incorporando mais serviços ao relatório com o tempo. Tuerk observa que examinar o relatório pode ser uma maneira de se prevenir contra uma possível invasão da conta. Se houver registro de um check-in no Cazaquistão, por exemplo, num dia em que a pessoa não saiu do Brasil, esse é um indício óbvio de que a conta foi violada.
O usuário poderia, nesse caso, trocar sua senha e adotar um modo mais seguro de autenticação, com dupla verificação. Essa opção faz com que, para fazer o login no Google, seja preciso digitar, além da senha, um código que é enviado via SMS ou mensagem de voz. O código também pode ser obtido por meio de um aplicativo para smartphone, o Google Authenticator, disponível para iPhone e Android.
Por Exame.com
Publicado em 29/03/2012
O objetivo do site, criado por dois empresários britânicos, é oferecer uma espécie de cartão de visita visual. O nome 85by55 (85por55) se refere ao formato tradicional, em milímetros, dos cartões de apresentação impressos.
Só é possível ter uma única conversa em vídeo com cada pessoa. A partir desse primeiro contato, a própria 85by55 motiva a continuação da relação utilizando outras redes como Facebook, Twitter, LinkedIn ou e-mail.Apenas dois minutos parece pouco tempo para conhecer alguém, mas a empresa alega que, na verdade, é mais do que o suficiente para se ter uma noção significativa da pessoa, sem atrapalhar as agendas apertadas dos usuários.
Todos os vídeos ficam armazenados e podem ser visualizados, a qualquer momento, em sua página pessoal. Além disso, a rede social aponta quais são os contatos em comum entre dois usuários.
Por Techtudo
Publicado em 27/03/2012
A crescente popularidade das redes sociais no Brasil tem contribuído para modificar o comportamento dos funcionários. Segundo pesquisa conduzida pela Adecco, empresa de gestão de recursos humanos, 58% deles as utilizam para se comunicar profissionalmente.
O número pode não ser expressivo, mas mostra que portais como Facebook, Twitter e Orkut deixaram de ser vistos apenas como opções de lazer na web – o LinkedIn, embora também tenha entrado no estudo, sempre teve o público corporativo como alvo.
Para Fabiane Cardoso, coordenador da companhia no Brasil, os usuários devem ficar atentos já que seus perfis nas redes podem ser vistos como “espelhos de suas personalidades”.
“Em um processo seletivo, certos posts podem ser determinantes para conquistar um novo emprego. Claro que esse tipo de consulta na Internet varia de empresa para empresa. Por isso, o mais recomendável é o bom senso sempre”, disse.
Os setores que mais acompanham a vida online de empregados e candidatos são, na ordem, os de segurança, finanças e indústria. “Muitas fotos em festas, onde se nota a presença de bebida alcoólica ou outros vícios, costumam levar à desclassificação”, disse Fabiane, tomando os processos conduzidos pela Adecco como referência.
De acordo com estudo, um terço dos funcionários não tem acesso às redes sociais do escritório – o que prova que boa parte leva trabalho para casa – e apenas 27% das empresas não fazem qualquer tipo de restrição quanto à sua utilização.
Somente 2% dos 500 entrevistados já receberam algum tipo de advertência da companhia pelo o que compartilham. A baixa porcentagem pode ser explicada por outros dois índices: 73% afirmaram não falar sobre trabalho nas redes sociais, enquanto que 10% disseram comentar tais assuntos diariamente.
Vale lembrar que a maioria dos portais permite limitar o acesso a determinadas publicações. Tanto no Facebook quanto no Orkut, por exemplo, é possível deixar uma foto visível apenas para os amigos mais próximos.
Por IDG Now!
Publicado em 17/03/2012
Em outubro de 2010 o engenheiro da Google Brian Kennish criou o Facebook Disconnect: uma extensão do Chrome que impede a rede social de monitorar quais sites você acessa. Ele remove, por exemplo, as opções "Curtir" e "Recomendar" que aparecem nas páginas de alguns portais. O complemento gratuito foi um sucesso refletido no número de downloads – já ultrapassou a marca dos 230 mil.
Em seguida, Kennish lançou o Disconnect, que aplica o mesmo conceito da extensão anterior aos sites Digg, Google, Twitter e Yahoo. Com mais de 400 mil usuários ativos semanalmente em seus produtos, agora ele quer tornar a iniciativa uma empresa de verdade, a Diconnect.me, em parceria com outro ex-engenheiro da Google, Austin Chau, e com o advogado especializado em direito do consumidor Casey Oppenheim, segundo informações do Tech Crunch.
A empresa, que foi oficialmente fundada no ano passado, está construindo uma plataforma digital para que os usuários tenham controle sobre o que farão com seus dados online, já que os executivos acreditam que essas informações pertencem aos internautas, e não às empresas de internet.
A equipe já levantou 600 mil dólares em financiamento, liderado pelo Highland Capital Partners.
Como forma de oferecer resposta à nova política de privacidade da Google, a empresa já anunciou o lançamento do Google Disconnect e também do Twitter Disconnect, para os navegadores Chrome, Firefox e Safari.
Na era dos super-cookies, resultados de pesquisa personalizados e compartilhamento infinito, o Disconnect.me pode oferecer soluções para o bloquear o monitoramente dos internautas. E a propósito, o novo serviço não irá coletar seu endereço de IP ou qualquer informação pessoal, a menos que você queira das às empresas online o seu endereço de e-mail, é claro.
Por IDG Now!
Publicado em 26/03/2012
A Google ainda impera no mercado de buscas, mas isso não a impede de olhar para o retrovisor. O últimoestudo do instituto Pew afirma que 83% dos internautas americanos utilizam seu serviço na hora de pesquisar e, ainda assim, a empresa não se cansa de modificá-lo.
A próxima alteração, prevista para daqui a alguns meses, visa aprimorar as habilidades semânticas do buscador, prevendo assim respostas diretas a certas perguntas em vez de links que possivelmente as contenham.
Segundo o analista da Gartner, Whit Andrews, a gigante tem motivos para ficar paranóica, embora seu buscador seja tão célebre que até já virou verbo nos Estados Unidos. Na entrevista a seguir, ele responde quais são seus principais desafios para manter-se topo e o que seus rivais precisam para ameaçá-lo.
O Google é de longe o maior buscador do mundo, e sua participação no mercado nunca esteve tão alta. A empresa deve temer os rivais, mesmo estando tão firme na liderança?
A Google sempre se sentirá pressionada e o Bing, da Microsoft, parece tê-la acordado. Ela está certa em se preocupar, mesmo porque é muito fácil para o usuário mudar de serviço. Não há custo operacional envolvido.
Ao mesmo tempo, a Google tem algumas vantagens que não podem ser desconsideradas. Por exemplo, bilhões de pessoas utilizam sua busca, o que é muito útil para determinar os melhores resultados. Ela tem de aproveitar esse fator para continuar crescendo e deve se manter paranóica.
Como a preocupação da Google influenciará o mercado? E como os competidores estão se diferenciando dela?
Há muitas formas de diferenciar seu serviço, mas todas passam por oferecer melhores resultados para cada indivíduo. No momento a Microsoft está trabalhando pesado para mostrar que há problemas na forma como a Google administra seu negócio e que seu motor de busca não é tão quanto a maioria pensa.
Também é possível modificar a interface para convencer o usuário que por ela é mais fácil encontrar o que procuram. Utilizar diferentes informações é outra maneira útil, como o Bing faz com o Facebook – apenas nos Estados Unidos – e que, agora, o Google faz com o Google+.
Adicionar respostas diretas entra em que estratégia?
As respostas não chegam a ser uma novidade. A primeira vez que as vi foi em 1997, no Excite. Por trás delas está uma ideia simples de mostrar ao consumidor o que ele realmente quer. Ao pesquisar por “Red Sox score” você quer ver o placar do jogo de time americano e não um monte de sites sobre ele.
Esse tipo de informação, porém, é tão interessante quanto desafiadora. E os administradores de sites podem ficar frustrados já que, apesar da busca utilizar seus dados, o usuário não terá que acessá-lo, reduzindo sua audiência.
Que outras mudanças você vê a Google implantando?
Creio que a ênfase no Google+ continuará. Há o risco de um retrocesso caso a insistência persista por mais tempo que deveria, mas agregar a rede social e o buscador será importante para que a empresa cresça.
O que o Google+ precisa é de um FarmVille, algo que aumente o engajamento das pessoas. O hangout é bom, mas não é o bastante. Quando a rede social ganhar o efeito magnético necessário, criará identidade própria. Lembre-se que havia várias plataformas parecidas com o Facebook antes de ele surgir.
Há alguma coisa que a líder não oferece que uma nova companhia poderia oferecer?
Por enquanto eu não vejo. Não consigo pensar em algo que uma empresa emergente possa fazer para atrair um monte de internautas. No entanto, tenha em mente que não sentia falta do Google porque achava o AltaVista suficiente. No momento a Google tem os blocos para continuar a construir sua liderança: o Maps, o Google+, o YouTube e o Android.
Por Network World/US
Publicado em 26/03/2012
Pinterest é uma rede social que permite criar murais virtuais com imagens da internet e
classificá-las por grupos de interesse
Em menos de dois anos, uma startup do Vale do Silício atingiu a marca de site independente com maior crescimento da história da web americana, ao chegar a 10 milhões de usuários únicos nos Estados Unidos. O Pinterest, rede social que permite criar murais virtuais de fotos, já ganhou clones, fãs, e tem hoje 10,4 milhões de membros cadastrados, segundo o AppData. Entre janeiro e fevereiro deste ano, a rede cresceu 52%.
Criado em 2010, o Pinterest ganhou expressão na metade do ano passado: entre junho e novembro o tráfego aumentou mais de 2.000%, segundo o Shareaholic - e o site ainda é fechado apenas para quem tem convite. O volume indica o gosto dos usuários por criar murais (boards) sobre moda, comida, bichos fofos, destinos turísticos, design, arte, e muito mais, coletando imagens dos mais diversos cantos da web para pendurar (pin) em suas paredes virtuais e segmentadas.
"Na essência, o Pinterest é um site que conecta pessoas que são apaixonadas pelas mesmas coisas. Da mesma forma que as pessoas que usam o Facebook estão felizes em se conectar com amigos de quem gostam, as que usam o Pinterest estão animadas para encontrar pessoas com gostos similares aos seus", resume Ben Silbermann, um dos cofundadores da rede social, ao TechCrunch.
Esses gostos são expressos na forma dos murais, batizados por cada usuário à sua maneira - como os álbuns em outras redes sociais. Mas o destaque do Pinterest está no modo como as imagens são exibidas. O site abandona o modelo cronológico usado por Facebook, Twitter e Blogger, entre outros, em que a atualização é a primeira de uma lista de novidades. No Pinterest, as imagens são dispostas em uma "grelha", com colunas em que miniaturas das fotos e suas legendas aparecem de forma assimétrica em um layout simples e limpo.
O nome Pinterest une as palavras "pin", tachinha (do mural), e "interesting", interessante. As imagens são penduradas em murais que podem ser particulares (só o dono insere mais fotos) ou coletivas, em que seus seguidores também podem contribuir - ótimo para planejar viagens ou receber sugestões para um casamento, por exemplo. É possível curtir, comentar e até usar fotos de outros usuário em seu próprio mural com um único clique, usando o link "repin" (rependurar). Veja como criar murais e pendurar fotos na galeria de imagens que está na aba desta matéria.
"Como se diz, uma imagem vale mais que mil palavras, e esse é provavelmente o segredo da plataforma", afirma Ben Hutchins, um dos usuários da rede. "É clean, faz sentido e é fácil de usar, além do mais se você usa o site ou o aplicativo no smartphone a integração, a experiência e a consistência de abordagem são incomparáveis", avalia.
Mas nem todos os que testaram o site se "apaixonaram" desta forma. Scott Kiekbusch reclama de problemas com o botão "pin it" e de falhas de carregamento no site, que o usuário associa ao crescimento brutal de acessos. Jill Smokler e Jessica, outras duas pessoas cadastradas no Pinterest, falam sobre um certo tom de utopia das imagens postadas. "Ver fotos de lugares maravilhosos não me faz sentir relaxada, me faz sentir amarga", comenta Jill, em referência aos álbuns sobre destinos turísticos. "Meu corpo não parece nem nunca vai parecer com os das fotos 'motivacionais' do Pinterest", acrescenta Jessica. "Citações inpiradores me deixam louca", completa Jill, sobre o hábito de postar imagens com frases na rede social - há até um site que cria as fotos a partir dos textos.
A rede das mulheres
Sim, o Pinterest é apontado como a rede social dominada pelas mulheres. Segundo o New York Times, a equipe da rede social estima em 80% o número de usuárias do sexo feminino - o Wall Street Journal, citando a comScore, fala em 68%.
E elas seriam, de fato, as 'musas inspiradoras' da rede social. De acordo com Brian Cohen, primeiro investidor do Pinterest, ao Mashable, a Cold Brew Labs, criadora da rede social, começou os negócios com um aplicativo chamado Tote, que servia para as mulheres 'guardarem' links para ver depois - roupas, acessórios, etc. Silbermann e sua equipe notaram que as usuárias tentavam organizar os itens usando tags, e o aplicativo ganhou, por isso, uma ferramenta para organizar os artigos por categoria. "Aquela funcionalidade se tornou muito útil, e foi uma encarnação inicial do Pinterest", completa Cohen.
O público do site também é mais maduro e tem renda mais alta. Combinando os dados de estudos da comScore, Shareaholic e do TechCrunch, a Modea descobriu que a maioria dos usuários do Pinterest tem entre 25 e 34 anos, somando 27,4% do total. Os adultos entre 35 e 44 anos representam outros 22,1%, e os que têm até 54 anos correspondem a 17,9%. Os jovens de entre 18 e 24 anos são 17,3% do público, e o apelo da rede junto aos adolescentes é consideravelmente menor: apenas 4,1% dos usuários estão na faixa etária. Metade dos membros do Pinterest tem filhos, e mais de um quarto deles tem renda mensal superior a US$ 8,3 mil.
Motivos do sucesso
O New York Times credita o sucesso do Pinterest, entre outros fatores, ao propósito do usuário com seus murais: eles são para si, são seus interesses, memórias, desejos. Se mais alguém os acha interessantes, é consequência, mas o objetivo inicial não é compartilhar e receber 'curtir' ou 'RT', como no Facebook ou Twitter, avalia o jornal americano.
Em entrevista ao NYT, Silbermann conta que, quando criança, colecionava selos e besouros, e que o hábito de colecionar coisas é universal. "É como quando você visita um amigo, você sempre se interessa por ver o que ele tem na estante de livros", compara. "Por trás do Pinterest está a ideia de que se fosse possível disponibilizar online essas coleções ou estantes, as pessoas teriam vontade de fazê-lo", continua.
Ao ReadWriteWeb, o consultor do Vale do Silício Semil Shah opina que o grande diferencial do Pinterest é a forma como viabiliza ao usuário descobrir novos conteúdos, o que na sua opinião é a tendência do futuro. Shah argumenta que hoje as buscas são a base da navegação, mas que para fazer pesquisas é preciso saber o que se quer encontrar. A descoberta, por outro lado, permitiria contato com materiais inesperados e interessantes.
Influencia a visibilidade crescente do site, também, a opção de postar no Facebook (ou Twitter) as novas fotos penduradas nos murais. De acordo com o AppData, dos 10,4 milhões de usuários do Pinterest, 9 milhões se conectam usando o login do Facebook, sendo que 2 milhões destes entram todos os dias na rede social. Além dessa possibilidade, o aplicativo para iPhone (http://bit.ly/yr43wh), avaliado pelo NYT como 'bom', e uma caixa de buscas que permite encontrar imagens de assuntos específicos colaboram para a expansão do site.
O tráfego do site de murais de imagens deve aumentar, ainda, com a possível API, que segundo o Business Insider deve chegar em breve. Ela permitira a desenvolvedores criar outras formas de uso para o Pinterest - além de experimentar com modos de capitalizar a rede social.
Os números, afinal
Segundo o Nielsen, em fevereiro deste ano o Pinterest somou 16,1 milhões de pageviews. O que parece pouco quando comparado ao Facebook e seus 845 milhões de usuários registrados, na realidade tem uma grande expressão. A comScore apurou que os usuários do Pinterest passaram em média 98 minutos no site em janeiro - só Facebook, a maior rede social do mundo, e Tumblr têm números mais altos.
Além disso, o site já gera mais tráfego de redicionamento - quando o usuário clica em um link e vai para outra página - do que o Twitter, segundo uma pesquisa da Shareaholic com mais de 200 mil páginas. Esse volume tem atraído cada vez mais empresas, que querem aproveitar a quantidade de acessos e também buscam engajar com o público crescente da rede.
Dados obtidos pela empresa de métricas RJMetrics teriam observado que 80% das imagens penduradas foram, na realidade, rependuradas. O volume, por um lado, é um forte sinal do engajamento dos usuários, na avaliação da empresa, mas por outro pode demonstrar repetição de conteúdo (como reportou o Business Insider), o que poderia ser a razão de outra estatística. Os novos usuários são de duas a três menos ativos do que os membros que se juntaram à comunidade nos primeiros meses de sua existência, segundo a RJMetrics.
O lado negativo
Além de um possível desgaste dos usuários iniciais, o crescimento começa a apresentar outros lados negativos. O ReadWriteWeb cita o exemplo de golpe em que uma imagem fazia as vezes de "cartão de presente" (falso), associado pelos golpistas (scammers) a uma rede internacional de cafeterias. A imagem do mural ofereceria cafés grátis aos usuários, que quando clicavam sobre ela eram direcionados a uma página que pedia para rependurarem outras fotos (para participar da promoção) e em seguida os direcionava para um site com código malicioso.
Outra questão enfrentada pelo site é a pornografia. O Business Insider revelou que alguns usuários têm postado imagens eróticas, o que é contra os termos de uso da rede social. Mais do que uma possível ofensa tomada pelos usuários, a presença dessas fotos - que continuam penduradas nos murais, segundo o site, por uma falta de mecanismos de identificação misturada à confiança em uma comunidade que autorregula em geral de forma eficiente - poderia em um futuro próximo afastar anunciantes, que não gostariam de ver suas marcas associadas a conteúdos adultos.
À parte os problemas causados por agentes externos, o Pinterest teria ainda alguns passos a dar. Um dos mais mencionados por especialistas é encontrar um modo de garantir receita. Alguns sugerem que a empresa deveria abrir capital na bolsa imediatamente, enquanto outros argumentam a favor da venda para gigantes como o Google.
A interface, apesar de exaltada pela simplicidade, poderia melhorar o gerenciamento dos seguidores, na opinião do ReadWriteWeb. O site também sugere que o Pinterest crie uma forma de seguir um resultado de busca, em acréscimo à opção já oferecida de seguir pessoas e murais.
Fonte e propriedade intelectual
A propriedade intelectual também tem sido uma pedra no sapato do Pinterest. O site tem uma ferramenta automática que garante que seja citada a fonte original de uma imagem capturada pelo botão "pin it" ("pendure esta imagem") - 80% do total, segundo a Modea. Mas o mecanismo não impediu que fotógrafos e blogueiros desertassem a rede social porque seus trabalhos protegidos por direitos autorais (copyright) estavam sendo compartilhados sem autorização.
O advogado nova-iorquino Itai Maytal, especialista em mídia e propriedade intelectual, explicou ao Business Insider que o fato de que todas as imagens da rede social serem comentadas - a ferramenta obriga o usuário a fazê-lo - pode ser uma saída de emergência, já que a lei de fair use enquadra comentários e críticas como "uso justo" de materiais com copyright. Mas isso não seria o bastante, diz o jurista, já que a justiça poderia questionar se as legendas das fotos são realmente comentários, na acepção da lei.
O Pinterest, para lidar com a questão , criou um código que permite bloquear o acesso da rede social às imagens - quando o usuário tenta usar o "pin it", aparece a mensagem informando que isso não é possível. O Flickr foi um dos primeiros a adotar o bloqueio.
A empresa
A Cold Brew Labs, dona do Pinterest, foi fundada por Ben Silbermann, ex-Google da divisão de anúncios, e Paul Sciarra, analista de investimento de risco. Hoje, a empresa tem 21 pessoas, de acordo com o site oficial, e em 2011 ganhou o prêmio de Melhor Startup do Ano do site TechCrunch. Em duas rodadas de investimento, levantou US$ 37,5 milhões e atualmente, segundo o Venture Beat, estaria avaliada em US$ 200 milhões. Nomes como Andreessen Horowitz e MaxLavchin estão entre os investidores do Pinterest.
Por Terra
Publicado em 26/03/2012